terça-feira, setembro 16

Confirma-se, estou condenado!

Desde sempre me gritei estropiado, penetrado sem clemência uma e outra vez... mas nunca me calei. Até hoje, que rendido me viro para Meca sem resistir.

Sempre defendi que não devia ser o estado a obrigar-me a entregar-lhe o meu pão para que ele mo devolva (ou não) na minha próxima idade, uma idade que NUNCA atingirei. Preferia ser eu a gerir ao sabor dos meus prazeres e necessidades o pão que hoje consigo cozer.
Com a falência do Lehman Brothers, o quarto maior banco norte-americano, centenas de milhares de americanos que apostaram um quinhão do seu pão num Plano de Poupança Reforma terão dias menos azuis na próxima idade, e eu sou obrigado a reconhecer que é preferível que o meu estado continue a roubar os trinta e tal por cento, porque as probabilidades de falência do estado demonstram-se inferiores.

Incomoda-me que TODOS tenhamos de amparar os escorreganços do outro lado do Oceano, mas termino aplaudindo a postura quer da Administração de George Bush, quer da Reserva Federal Norte Americana, que ao contrario de exemplos recentes não intervieram imediatamente para salvar da falência gestões infelizes. Porque se eu gerir mal o resto do pão que o estado me deixa e não conseguir pagar a minha casa, ninguém vai intervir por mim. Deveriam passar também por ai as regras do Capitalismo-Selvagem, pela igualdade de tratamento.

Abraços humildes e francamente agradecidos ao meu estado.

P.S. o que vale, é que vêem ai a obrigatoriedade dos chips nos veículos automóveis, para eu me descondenar ;)

13 comentários:

Teresa Durães disse...

a falência do quarto maior banco dos EUA será mesmo um problema. O seu governo já salvou uma seguradora também ela em desgoverno. A queda do suposto império americano parece ter os seus dias contados e haverá crise mundial o que nunca se sabe o que se pode esperar

as velas ardem ate ao fim disse...

está aqui um enorme problema!

um bjinho

A pata brava disse...

Assim se vê que os EUA são mesmo uma potência mundial!

Eu também não me importo de levar "um pouco do meu pão" ao estado. Se lhes dou, quer dizer que tenho mais. Prefiro dar que receber!

Só espero que, quando estiver na "idade seguinte" ou próxima idade, como lhe chamas, um pão como o que eu entreguei ao estado ainda me seja "reembolsado".

Beijinho
P.B.

Carla disse...

Um problema enorme ao contrário do que se possa pensar. Infelizmente as estranhas ligações que existem no mundo da economia acabam por criar um efeito de bola de neve...esperemos que esse efeito seja minimizado
beijos

Cindy disse...

Só espero é que quando chegarmos à idade de receber parte do que pusémos lá, não tenhamos um Governo falido!

Restanos pensar como o típico PortuguÊs... melhores dias virão!

Bom fds!

Cindy disse...

correcção: "resta-nos"

M disse...

e o fim do mundo, é o fim do mundo!

impulsos disse...

Sinais dos tempos que nos levam tudo...
No dia de amanhã ou na próxima idade, nem penso, porque se penso, deixo de viver a de hoje... prefiro nem pensar.

Beijo

Pratas disse...

Sem toda a certeza, acho que as pessoas estao seguradas nesse caso. Mas desejo-nos boa sorte pois bem precisamos.

disse...

Beijo-te em vez de comentar... Hoje preciso-te

Mestre disse...

Tenho seguido o assunto com muita atenção e acredito que não estamos a reeditar 1929 quase 80 anos depois. Agora estou farto de ver o mundo pagar pelas "cagadas" americans. E esta é só mais uma...

Pratas disse...

Estou com o Mestre, cagadas Americas acho que é mesmo a definição para isto... Espero que não vá para lá outro Republicano... a ver vamos

Gato Aurélio disse...

...apesar de tudo... viver na europa social é um bem...
beijoumpouquitotranquilo
;O)

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