sexta-feira, julho 20

A condição que o ser consome

É complicado perceber como estamos a educar a nossa filha porque a nossa filha são várias filhas que se desdobram em personalidades consoante os espaços e as companhias. Por isso, baseio-me unicamente nas alturas em que ficamos sós e com base nessas alturas posso dizer que a minha filhota é muito cool.

Quando estamos sós tento ser o melhor Pai que consigo ser, e tenho consciência que ao sê-lo o sou melhor que a maioria dos Pais, mas quando não estamos sós sou cada vez mais apenas uma pessoa que mora na mesma casa.

Não era suposto eu estar vivo para contribuir fisicamente para a educação da minha filhota, mas estando vivo, ser Pai está-me a consumir muito mais violentamente que o tempo que pretendo conseguir estar presente.
Apenas exijo de mim entrega-la saudável ao Mundo. Tarefa anosa que as marés do meu equilíbrio lavam Mar.

Culpabilizo-me pelo rasgo que lhe impus nos meus dias de Pai solteiro. O que na sua ignorância a vi sofrer, magoa-me ainda hoje tão forte como ontem, por isso, e porque amo a Mãe, asfixio-me no Lar fechado, alegre me esvazio, presente vaguei-o, desperdiço-me, apago-me! Espero-me se tiver tempo, substituo-me.

Estou quase sempre perto e quando não estou junto sou procurado, mas nem sempre consigo corresponder com tanto empenho como o que uma filha merece.

À demasiado pouco tempo entreguei a chave da minha casa e vim viver com a minha família numa casa que não sinto minha mas onde existe tudo o que possuo. Gosto de aqui estar mas não estou aqui, estou no por possuir!

Abraço às duas, bem grande.

quinta-feira, julho 19

Prémio da Banana

Quando tuas nádegas da cama se elevam, coxas tesas aprisionando-me pelos ombros montados, braços longos para com as mãos os mamilos nossos conduzires, e com as ancas te empurras mais e mais descontrolada para o meu rosto, para os meus lábios, a minha língua, a minha sede constante...
Nesses momentos em que objecto tornas os meus sentires, em que o egoísmo ganha partilha e na saliva te diluis....

Nesses instantes em que teu clítoris sou... esquecemos a presença da banana!


A mais que visita, mais que prata da casa uma verdadeira inquilina, a Um Momento...

Uma grande escritora em eclosão que tenho o privilegio de ter como Rainha dos Replys, a
gasolina

E a excelência do Amor Blogado, a “minha” Afrodite virtual, a
sonhadora

Resolveram mimar-me com o Prémio da Banana.
Perseguida a origem desta Banana até à raiz, dispo-a do cariz vulgar (ou Porno), recebendo-a como um aplauso a quem consegue excitar sexualmente quem lê.

Parabéns às autoras pela naturalidade com que descrevem a luxúria, pela classe com que a explanam, pela liberdade com que me enchem e pela capacidade de me fazerem sentir carnes nos caracteres.

Por razões óbvias não lhes dedico uma enorme e expressiva Vénia, nem me atrevo a um abraço, mas deixo-lhes a minha gratidão por este “diploma” que abananado nos sentires com que o recebo, me preenche cada poro do orgulho.

Muito obrigada meninas mulheres.

E dentro deste espírito revelo os espaços onde os verbos me alcançam a ponto da erecção.

Esta Minha Casa by SONHADORA

Flor da Palavra by GASOLINA

Intimas Suculencias by MARY LAMB

Palavra por Palavra by HELENA NUNES

Um Momento by UM MOMENTO

Muito obrigada pela vossa Arte, não pelos efeitos da mesma, principalmente quando as leio nas manhas.

Abraço com o Ego cheio

Lo unico fruto del amor,
Es la BANANA,
Es la BANANA!

Lo unico fruto del amor,
Es la BANANA si señor!!!
ChaChaCha!!!

quarta-feira, julho 18

Cool Jazz Fest

Portugal é hoje apeadeiro mor no roteiro da cultura europeia, só que em Portugal a cultura paga-se demasiado cara, o que convenientemente a afasta, a Elitiza.

Teresa Salgueiro, Nouvelle Vague e Gotan Project são os nomes sonantes deste festival que se triangulou entre Mafra, Oeiras e Cascais, terminando no próximo dia 22 nos Jardins do Casino Estoril com a deliciosa Norah Jones.

NOUVELLE VAGUE – Jardins da Casa da Pesca - Oeiras

Quando o Cover se ganha Musica!

Vivemos relacionamentos condicionados pela falta de tempo mas na musica ainda encontramos tempo para nos mantermos juntos no depois.
Desta vez foi diferente, não conversámos as impressões. Findas as notas, seguimos cada um a sua direcção, a direcção de Domingo à noite.

Abraço GRANDE Bud

segunda-feira, julho 16

Amo-te ??

Dizia uma namorada:
“hoje solta-se um amo-te como quem cospe cascas de tremoços”.

De facto, hoje ama-se e desama-se com demasiada facilidade. A fast life agarrou também a vontade e necessidade de sentir.
Incongruentemente, eu, um viciado dos sentires, continuo na velocidade clássica.

Em todos os Lares encontro separados amantes de todo uma vida, e amores de toda uma vida são ultrapassados em escassos meses. Quando não sucede o mais natural: passar de um amor para outro, lianas de amor, sem poiso mas sempre adiante, sempre com o tremoço nos lábios.

“Somos uma geração de fracos!” dizia uma amiga…
Opunha-me, claro, com o exemplo dos nossos pais: unidos até às mortes, pela indiferença, pela tolerância, pelo hábito.

Nós somos é uma geração à procura, a primeira a quem o foi permitido fazer, e nesta cruzada somos naifs, mas buscamos, é uma necessidade inata buscar.
Resultado: Vivemos dias de falsas relações, iludidos, dias de experiências falhadas (ou frustradas), dias de sede permanente, dias de Gomorra.

É assustador o sentir made in século XXI.

Julgo nunca ter banalizado um Amo-te, aquele AMO-TE no sentido da companheira também sexual. Apenas o utilizei 3 talvez 4 vezes, vezes demasiadas eu sei, mas foram sentidas, vividas, amadas até à medula, para sempre!


Abraços

domingo, julho 15

Postal/Cartão Amizade

As queridíssimas Mi... e gasolina resolveram estampar mais um sorriso em meus lábios e mais um “Diploma” neste espaço, o Postal da Amizade.

O que mais dizer-lhes meninas ?...
Que sim, que nas minhas voltas as visito com regularidade, que as leio para alem das palavras, e que sim, em parte me chegam a acompanhar também fora do Virtual, porque me é particularmente querida a pessoa por trás da escritora.
Que sim, que nos iniciámos num patamar da amizade, e que sim sabe muitíssimo bem passear na companhia, ainda que virtual, de pessoas como vocês.

Com um enorme abraço agradecido vos devolvo o carinho, entregando-vos também eu este Postal da Amizade, desejando que vos encha tanto como o que cada um deles me encheu a mim.

Obrigadíssima meninas, vocês valem Gigas! :)

sexta-feira, julho 13

Despedidas

Ajoelhei-me no Restelo e pedi a Deus que a fizesse andar.
Depois dela não mais Deus.

No Restelo meu Pai desafiou-me a escolher entre uma vida morna e uma vida salgada?
Depois do desafio não mais Pai.

De saco-cama, no Mar Vicentino venci um vício.
Depois do químico o álcool.

No Francisco Xavier arranquei de mim todos os pelos e preparei-me para não regressar.
Depois de mim sobrevivi.

Nas Rochas, mordidas pelo Oceano de Cascais, despedacei o corpo da Guitarra de meia vida.
Depois de mim ninguém!

Na areia, virada para o Mar de Algés, tornei pira a cama que só dela foi.
Depois de nós ninguém!

Hoje, continuo a despedir-me da vida, feliz por de tudo ter experimentado mas infeliz por não ser capaz de a querer apreciar.
Depois de um dia, outro.

Pode ser hoje, amanha ou aos 90. Partirei laçando com lágrimas a vida, pranteando os que amo e os que no dia descobrirei também amar. Partirei lutando, rindo e sangrando, mas partirei ciente que fui eu e apenas eu quem me partiu, quem me perdeu, quem me viveu. E que vida rica eu tenho vivido!

Abraços vivos e agradecidos

Depois dela não mais Deus.
Depois do desafio não mais Pai.
Depois do químico o álcool.
Depois de mim sobrevivi.
Depois de mim ninguém!
Depois de nós ninguém!
Depois de um dia, outro.

quarta-feira, julho 11

Rex

Os olhos encontraram-se, reconheceram-se e afastaram-se, os meus mais decididos que os dela, que meio segundo após ter falhado a meta do meu ombro se tornou, apontando-me o dedo acusador.

Só existem duas pessoas no Universo por quem tentaria passar despercebido. Ela era uma delas.
Felicíssimo por a ter visto, constatado que agora mulher feita é ainda mais bela que quando mulher iniciada (as mulheres só estão completas depois dos 35) recebi o dedo acusador pronto para a torrente de espontaneidade, o honesto metralhar de improvisos com que sempre se tentou cobrir do embaraço que lhe causo.

TU IAS PASSAR POR MIM SEM ME FALAR ANDRÉ !!

Pois ia, pensei que tu também o fosses fazer... e quase fizes-te.

NÃO ANDRÉ, TU IAS PASSAR POR MIM SEM ME FALAR !!!!!!

Desculpa…

Avancei para dentro do dedo-espada ao centro dos olhos mirado e roubei um abraço beijado, primeiro correspondido e depois finalizado com um experiente murro nas costelas que me apartou.

Os seus olhos perderam a ira e ganharam a descrença do constrangimento.

TU IAS PASSAR POR MIM SEM ME FALAR ANDRÉ !!??!!??!!??

Pois ia, desculpa, deixa-me compensar-te. Pago-te um copo, vamos, desculpa, passaram o quê? 10 anos?...

O meu filho tem 15 anos André!

Não lhe voltei a perguntar o nome do Pai, não acredito em nenhuma das respostas!

Abraço...

(foto NOT by me )
A inigualável no dizer e no sentir SONHADORA, Imperatriz do Amor, humilde anfitrião do Blog
Esta Minha Casa, mimou-me com a 5ª frase da pagina 161, nomeação que repito atestado de orgulho pela atenção.
Historia Mística de Portugal by Pedro Silva, da Editora Saída de Emergência

Acerca de um Solar do século XV existente próximo de Arraiolos e a respectiva lenda da Sempre-Noiva, diz assim o quinto paragrafo da pagina 161:

Mas estávamos no ano de 1384 e a altura não era a ideal, longe disso, para um casamento entre pessoas do mesmo lado da barricada. Levada para Lisboa, que se encontrava cercada, quis o destino que o Mestre de Avis, futuro Rei de Portugal, tivesse decidido casa-la com outro nobre. Mas as pressas levaram a que o seu noivo morresse vitimado pela peste, ainda antes de formalizar a ligação.

Não a passo a ninguém, já o fiz no passado, mas estejam à vontade…

Abraços embrulhados em Beijinhos
Minha foto
Algés, Oeiras, Portugal
eu sou quem