É complicado perceber como estamos a educar a nossa filha porque a nossa filha são várias filhas que se desdobram em personalidades consoante os espaços e as companhias. Por isso, baseio-me unicamente nas alturas em que ficamos sós e com base nessas alturas posso dizer que a minha filhota é muito cool.Quando estamos sós tento ser o melhor Pai que consigo ser, e tenho consciência que ao sê-lo o sou melhor que a maioria dos Pais, mas quando não estamos sós sou cada vez mais apenas uma pessoa que mora na mesma casa.
Não era suposto eu estar vivo para contribuir fisicamente para a educação da minha filhota, mas estando vivo, ser Pai está-me a consumir muito mais violentamente que o tempo que pretendo conseguir estar presente.
Apenas exijo de mim entrega-la saudável ao Mundo. Tarefa anosa que as marés do meu equilíbrio lavam Mar.
Culpabilizo-me pelo rasgo que lhe impus nos meus dias de Pai solteiro. O que na sua ignorância a vi sofrer, magoa-me ainda hoje tão forte como ontem, por isso, e porque amo a Mãe, asfixio-me no Lar fechado, alegre me esvazio, presente vaguei-o, desperdiço-me, apago-me! Espero-me se tiver tempo, substituo-me.
Estou quase sempre perto e quando não estou junto sou procurado, mas nem sempre consigo corresponder com tanto empenho como o que uma filha merece.
À demasiado pouco tempo entreguei a chave da minha casa e vim viver com a minha família numa casa que não sinto minha mas onde existe tudo o que possuo. Gosto de aqui estar mas não estou aqui, estou no por possuir!
Abraço às duas, bem grande.








