terça-feira, julho 10

MomentUS de Excelencia

As queridíssimas Um Momento... e gasolina não são apenas duas escritoras, são duas boas escritoras, que para alem da Arte que nos oferecem, um dia por aqui entraram em simultâneo e desde então me têm acompanhado com o seu vigor na frontalidade, e com a sua capacidade e vontade de me perceberem, o que têm enriquecido sobremaneira não só a bagagem, como o maquinista destes dias.
Duas boas escritoras que por essa blogosfera fora têm enchido de ternura e Arte um Mar de gentes, que naturalmente lhes retribuem todo este seu Amor da melhor forma que nós Blogistas, o conseguimos fazer.

Hoje é acima de tudo uma enorme alegria receber da sua electricidade o Prémio Blog MomentUS de Excelência, prémio que para mim, na prática, sublinha os espaços que de alguma forma bloguistica colocamos acima de um patamar de normalidade, e quão elevado é o patamar de normalidade neste pais de Poetas como nenhum outro…

Muitíssimos parabéns meninas por mais um Mimo, e muito obrigada meninas por mais um Mimo, vocês estragam-me e eu gosto imenso desta nossa relação virtual, visitando sempre que sentidos… fazemos parte!

Por razões emocionais deixei de ler alguns Blogs absolutamente espantosos, o que diminui a quantidade de excelência nos meus passeios, por isso meterem-me a passar prémios do óptimo é estar a enterrar o seguimento da coisa porque, chamar pelo nome aqueles que sensorial ou emocionalmente me tocam regulamente acima do muito, é quase matar o seguimento do prémio, não pela qualidade dos espaços visitados, que são muitíssimo bons, mas sim pelo respeito que o excelente me merece.

São espaços excelentes:

Esta Minha Casa by Sonhadora
Flor da Palavra by Gasolina
Helena Nunes by Helena Nunes
Impulsos by Impulsos
Ovelha Negra, Ovelha Branca by Ovelha Negra

Os referenciados são livres ou não de dar seguimento a estes MomentUS de Excelência, o importante mesmo é o meu reconhecimento “publico” pela excelência dos vossos passos apenas pelo espaço em si, e o meu muitíssimo obrigado a vocês, por AINDA mais que os outros me melhorarem.


Um excelente Abraço

segunda-feira, julho 9

Quando dei por mim

Quando dei por mim encontrei-me frio e árido.
Quando dei por mim com as mãos cobria o rosto.
Quando dei por mim tanto me faltou para ser uma pessoa.
Quando dei por mim não vi orgulho, apenas desgosto.

Quando dei por mim quis voltar a ser sozinho.
Quando dei por mim raera todas as pegadas.
Quando dei por mim já não era eu André.
Quando dei por mim despenhava gargalhadas.

Quando dei por mim rasguei as mãos.
Quando dei por mim ninguém chamei.
Quando dei por mim cozi boca e olhos.
Quando dei por mim amava alguém.

Quando dei por mim nem o luar me acompanhava.
Quando dei por mim nem o regaço do Oceano.
Quando dei por mim isento de dor chorava.
Quando dei por mim quis cessar todo o dano.

Regressar à morte porque vida não me mereço.
Regressar à vida enquanto morte, morte peço.
....

sexta-feira, julho 6

Os castanhos e as brancas

Algures, num dos paraísos da Lezíria Ribatejana.

Um por bestialidade, o outro porque é uma besta, o animal e o bicho, ambos inteiros de Fêmea.


A ambos foi concedido o dom de pensar e sentir, mas ambos são castrados de vida.

Relincham ambos acima dos ecos da falta de opções que galopam.
Relincham ambos em cima dos Egos das Brancas que, bestas, precisam de possuir.

O irracionalmente perfeito e o racionalmente imperfeito. Ambos castanhos, ambas brancas.

Ilhados por um cordão condutor de electricidade.
Ceifados pelo filtro da memoria. Inquisidor de vivências, o assassino de experiências.

Pesados os peitos ébrios de paixão, permitem-se viver sem vida num dos Paraísos da Lezíria.


Abraço de fim-de-semana


quinta-feira, julho 5

Ferir a folha tua carne tornada.

Por e-mail, à laia de Desafio, pediu-me que casasse a minha arte com a sua carne. Desafio imenso, criar uma imagem para a sua pele suportar. Compromisso dos sérios, porque, para nós, se intemporiza.

Apresentou-me duas premissas: Joaninhas e Flores. Indicou-me exemplos pictóricos: Tribais fundamentalmente. E deixou-me com um dead-line de um mês. Deixou-me confiante na minha capacidade de lhe traduzir sentires no carvão, e depois na cor. Deixou-me e tentou fechar-se à expectativa.

Primeiro, rabiscos de intervalos nos dias. Depois, estruturas que em pops fui moldando na saudade. E finalmente, em desenho, criámos a nossa base para a sua Tattoo.
Ela adorou e eu estou orgulhoso por ela ter adorado.

Abraço agradecido, graças a ti experimentei e experimentei-nos.

Rabiscos e estruturas - ao Som da vida.
Não consegui ser Tribal, introduzi a dimensão, e apropriei-me da simbologia, mas o resultado, distante do que eu alguma vez sentiria necessidade de riscar, agradou-me.

Cor - ao Som de Kalashnikov.
O pincel que mais fere a folha é a caneta. Rotring 0.7 seria se não me tivesse sido imposta a presença de Cor. Arrisquei-me no feltro, técnica que desconheço, e gostei, não do desenho mas do desenho no seu corpo, corpo que ao desenhar de memória percorri.


Abraço na Carne

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Era heterogena, espontânea, misturada, não ocupando lugares previamente marcados. Pagina 161 - 5ª linha completa do livro Intervenção Extraterrestre em Fátima by Joaquim Fernandes e Fina D´Armada.
Agarrem no livro mais proximo e contem-nos: Esta Minha Casa , Fantasias e Realidades e Pitchulices miminho da omnipresente Um Momento

quarta-feira, julho 4

O outro

O mais despropositado dos Tabus é o sexual.

O sexo atravessa-nos diariamente dezenas de vezes, homens e mulheres, no entanto é dos assuntos que menos abordamos.

Insinuamos, brincamos, opinamos, mas não nos atrevemos a trocar, olhos-nos-olhos, verbos do nosso sexo.

Eu sou um livro aberto, a vergonha esperada dos amigos e das mulheres. Mas mesmo aqueles a quem mais fundo me entrego se mantêm tímidos no falar das suas proezas, fraquezas, curiosidades ou afazeres sexuais.

Falamos de tudo, menos daquilo que realmente faz o Mundo andar à roda.


Eu namorava com ela, ela namorava comigo e com ele, e eu e ele não nos falávamos.
Depois começámos a falar-nos, a namorar a três, e finalmente esquecemo-nos dEla e continuámos a namorar, a dois.

E como se namoraram?

Exactamente como estás a imaginar. Excita-te querida?

Sim, vocês são ambos belos homens, mas, e ela?

Ela acariciou-se até se jorrar em pragas do seu Amor por nós.

E tu, quando nos observas em masturbo, vens-te excitado por ambas mas vendo-a apenas a ela...

Desculpa mas é ela a minha amante de sempre, mesmo Lésbica, mesmo que apenas a possa ter tendo as suas amantes.

Beija-me para ela!

Não! Eu beijo-te para ele.

E não falámos de sexo...

Ensinámo-lo meu Amor.


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Quatro Abraços

terça-feira, julho 3

Um Amigo da Antonio

Lembro-me que não nos amámos de imediato. Tu num extremo do introvertido: o amante do autismo, e eu o Jim Morrison do Colégio de Padres... mas aquela Turma de artistas muito antes de o serem, doidos varridos sem o sabermos, não permitia excepções: a Arte à nascença é feita de todos! E desse contacto com a miríade cultural neoteen, construímo-nos absolutamente abertos às bofetadas da estrada. Uma estrada que sabemos ser uma elite de sentires, ser Artista porque não o ser nos é impossível mas mesmo sendo não nos sentimos.

É um Amor com quase um quarto de século, é uma vida!
Encontrámo-nos miúdos, acabados de conhecer as lâminas de barbear, e ainda próximos nos mantemos hoje, no início da descida. Dois dias ou dois anos, cada incontacto é como se tivesse sido ontem, nunca se está separado de um Irmão.

Estreámo-nos como caloiros na António Arroio. Desenho gráfico, duas horas diarias na Torre mais distante e isolada da escola, o que nos concedeu o privilegio da solidão que obrigou a turma a ser um grupo; os repetentes, aqueles que realmente viveram tudo, e os caloiros, ávidos de tudo experimentarem. Uma mix que nos proporcionou uma entrada em grande em todos os cantos de uma escola que pouco demorou a ser o nosso trono.
Tivemos sorte, conseguimo-nos ensinar bem, fomos muitíssimo bem recebidos, e 5 ou 6 anos de extremos tornaram-nos homens aptos para jamais nos vulgarizarmos. Somos artistas, somos diferentes, somos bons no que fazemos, e tu, meu Amor, foste dos melhores que eu conheci. E digo conheci, porque a ESBAL te apurou a técnica e refinou a sensibilidade, mas matou o gosto, o que para mim é o bom gosto.

Seguimo-nos dos improvisos à insanidade espontânea, dos palcos às horas de certezas firmadas, seguimo-nos do miúdo ao cota e cá estamos, pais, artistas, vivos, e ainda juntos.

Tudo isto para vos dizer que Pedro Revez expõe as suas mais recentes obras de serigrafia e desenho “As Formas Informes” na galeria Goma 386 na Calçada do Correio Velho, Nº 7, Junto à Sé de Lisboa, até ao dia 27 de Julho.

Quando andarem por aqueles lados com uns minutinhos a mais, entrem. É um espaço engraçado pela leveza, ao qual as obras do Pedro concedem o peso da presença de um grande artista, um contraste que vale a pena sentir.

Abraço irmão

domingo, julho 1

Dia de Mimos

Começo mais uma semana com o Ego para lá da Lua, cheio pelo carinho de quem me lê, mima, e injustamente premeia e nomeia este privilegiado do carinho.
Muitíssimo obrigada meninas, vocês quase que me obrigam a gostar das segundas-feiras.


A recém chegada (à minha Esfera)
Mi... e a Deusa do Amor escrito sonhadora, atribuíram-me o premio 7 Maravilhas da Blogoesfera.
Dois beijos enormes em dois seres fantásticos no sentir e no dizer **
(Não retribuo este prazer a ninguém porque o regulamento apenas o permite fazer uma vez)

- Dias: simplesmente porque a sua escrita e o seu canto são de uma elegância que me incentiva a seguir algumas das suas pisadas.
É desta forma que a
Helena Nunes me apresenta a quem passa, entregando-me o Thinking Blogger Award. Soubesses tu Helena o orgulho que sinto nas palavras e no prémio… muito obrigada!
Descrevo-me na fome de sentires, na sede de experiências… penso pouco, emociono-me demais, mas fico felicíssimo por ser capaz de tocar alguém a ponto de o fazer pensar-me.


Respeitando a premissa do "Blog que me faz pensar" e não repetindo os nomeados mas repetindo as nomeações, ofereço este imenso prazer a:
Expoir Port Experence o caríssimo Amigo distante faz-me pensar no quão ignorante continuo a ser. A devida vénia Capitão.
Miosotis Penso em ti, penso na Vida, penso nos Dias. Leio-te e penso-te. Obrigada por tudo.
Silvia faz-me pensar vidas mais belas, mais cheias, mais vidas. Beijo enorme, atestado de reconhecimento.
sonhadora digo-o e repito-o até que os dedos me doam: tu conheces o Amor como quase ninguém, e nas tuas escolhas permites-nos amar e amar-te como raros morrerão conhecedores. Porque te “conheço” penso-te cada vez que inspiro mais fundo e cada vez que inspiro mais fundo te agradeço pela Arte com que o dizes.
sony Penso em ti, na tua força e na tua atitude, a cada pedrinha que me surge na caminhada. Sem o saberes, és Oxigénio em mim, muitíssimo obrigada.

''Não seria fantástico existir um prémio para aqueles que sendo maravilhas (ou não!) nos fazem sonhar e ir mais longe?"
É com esta questão que a
Um Momento... apresenta os Fly Awards
Apresentação assim por si concluída: "com o intuito de continuar a valorizar a arte de cada um. Seja ela a escrita, a fotografia, a própria originalidade de cada um, o próprio ser."
Pois, parabéns e a melhor das sortes para esta iniciativa e muitíssimo obrigada por este prémio que recebo com o peito a transbordar de alegria. Tens noção que metade dos meus “Diplomas” são teus? Muitíssimo obrigada não só por este, mas por todos os mimos que me tens oferecido.

Juntando-se-lhe neste mimo, recebo a mesma honra pela Pena da sonhadora... para ambas dois enormes beijos agradecidos.

“Com o intuito de continuar a valorizar a arte de cada um” atribuo os meus Fly Awards a alguns dos do costume:

Esta Minha Casa by Sonhadora
Fantasias e Realidades by Goddess Night
Flor da Palavra by Gasolina
John Player Special by JPS
Momentos... by Miosótis
Oceanus Atlanticus by FE
Ovelha Negra, Ovelha Branca by Ovelha Negra
Pitchulices by Cindy e Phantasma
Realidade ou Virtual by Sílvia
Um Momento by Um Momento
Vero Piacere by Marisa
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Abraço honradissimo
Minha foto
Algés, Oeiras, Portugal
eu sou quem