quinta-feira, junho 5

Miminhos

Recebi este prémio daquela que me atribui 99,999% dos “diplomas” que ai ao lado ostento, se alguém não souber de quem se trata só pode ser novo por estas bandas portanto, fica com um abraço de boas vindas.

Tenho entregue este prémio algumas vezes, por isso fico contente que alguém o tenha realmente criado e naturalmente passo-o, com o orgulho manco de saber que já o mereci mas o tempo deixou de permitir merecer, e agradecido ainda mais por ter a oportunidade de mimar quem melhor me mima.

Goddess Night
Minha Mana (ligeirissimamente) mais velha, entra e sai em qualquer verbo, completando-me, completando-nos. Muitissimozicimo obrigada por cada um dos caracteres que por aqui (e por ali) me tens oferecido.

Impulsos
Não posso considerar as tuas palavras comentários, são continuações de conversas que nunca tivemos. Adoro-os!

Marta
Tem uma seriedade impar na análise dos Posts, que aliada à sua reconhecida capacidade de se dizer, se traduzem no imenso privilégio de lhe merecer o tempo.

Moonlover
Raramente diz muito, não precisa, só precisa de dizer, porque deste lado imenso se recebe de cada pouco.

Um Momento
Uma comentadora fora-de-série, com uma entrega tão palpável que lhe confere uma presença praticamente real nos meus dias. Obrigadão por tudo Mi.

[ataque de saudades] Papoila Sonhadora, Miosótis, Sony, Gasolina...[/ataque de saudades]


Abraços, a quem comenta e a quem não comenta.

terça-feira, junho 3

BULLSHITIALISMO!!

No entender da autoridade da concorrência NÃO existe uma concertação de preços (leia-se cartelização) por parte das gasolineiras.

Atenção, a culpa não é desta entidade que para mais não tem poderes, a culpa é de quem fornece ou não ferramentas para que se possa fazer. A culpa é nossa, claro, e eu tenho muito medo porque não acredito em nós!

É deixa-los enmilionarem-se o mais rapidamente possível, pode ser que depois ganhem algum altruísmo.
Pelo menos em Oeiras funcionou... mas se não funcionar, resta-me a prostituição ou a bandidagem para alimentar a minha filha.

Abraços de Junho

domingo, maio 25

78ª Feira do Livro de Lisboa

(a última a realizar-se nos moldes tradicionais)
Passar pela Feira do Livro, é um ritual que desde sempre me acompanha.
Subi da Avenida da Liberdade ao Parque Eduardo VII pela mão da minha Mãe, abraçado aos amigos com uma litrada na mão, com a filha no colo mãos cheias de amor, e com todas as mulheres da minha vida nas mãos.
Mas raramente as pouso, as mãos, em livros que não tenham bonecos. Os com letras empilham-se em colunas de Quero Ler, e quando leio repito-me invés de me cultivar... não fossem os Blogs e completamente bruto seria!

Sim, ainda espreito a Bertrand à procura de Extraterrestres e outros mistérios que tais, e actualizo-me dos novos Dicionários na Porto Editora. Mas nessas bancas de livros com letras apenas me detenho na Europa-America, seguidora das grandes colecções de Ficção Cientifica iniciadas pela Bertrand nos anos 70, e depois têm o António Damásio e o Sven Hassel o que os torna num must desta minha peregrinação.

Desço e subo em zig zag, procurando Banda Desenhada.

A B.D. disponível no nosso mercado é basicamente mainstreamista mas felizmente somos municiados por gentes com bom gosto e aos poucos quase tudo o que tem qualidade acaba por ser editado em português. (mas bendita Internet que nos libertou dos prazos dos editores made in Pt)

Esta é mais uma feira fraca para a B.D., pelo menos para quem a segue, basicamente porque não existe qualquer politica que aponte as publicações chave para alturas de maior receptividade, como a Feira da Amadora e esta Feira do Livro de Lx. Espalham-se publicações por 365 dias sem qualquer objectividade, espalham-se na maior parte das vezes sem qualquer tipo de publicidade ou aviso, e aqui o cliente lá as vai descobrindo nas suas voltinhas pós laborais ou by benditas sub-editoras da Internet, e quando chega à Feira do Livro as novidades são escassas.

Esta falta de politica, que nos faz perder leitores e às editoras dinheiro (eu defendo que o futuro leitor não tem tempo para procurar, tem de ser guiado) ainda são resquícios do tremendo assalto que a Meriberica-Liber realizou nos anos 80, em que Telmo Protásio se assenhoreou dos direitos de tudo o que existia e poderia vir a existir, migalhando-nos com alguns anos de prosperidade, e depois maltratar-nos até falir e morrer mal amado.

Aquele que foi o maior editor nacional de B.D. de todos os tempos este sábado não se encontrou representado com nenhuma das suas habituais quatro bancas, que chegaram a ser quase uma dezena. E eu fico melhor sem a presença de quem quase asfixiou a B.D. em Portugal. Aqui, benditas Asa e Vitamina BD, graças a quem outros autores, outros traços, outras correntes, outros cultos nos foram apresentados, arrancando o leitor português de uma segunda idade das trevas (a primeira foi quando só conhecíamos o Tintin, o Lucky Luck, o Asterix e a Anita, a idade da Bertrand)

A Bizâncio é muito boa onda, de lá trouxe mais daqueles dramas familiares contados a P&B na forma de piada, e da mega bendita Vitamina BD trouxe o Afrika do ultimo dos grandes mestres, Hermann, aguardando a altura certa para ser digerido.

Do espaço, ficaram-me na memória muito mais bancas de comes-e-bebes, alguns rostos colunáveis, e um novo espaço comunitário onde se incentiva um contacto ainda mais próximo com o livro mas que a mim me distanciou.

Já foi melhor, já foi pior, já foi diferente. Eu fico contente por continuar a ser venha do futuro o que vier...

segunda-feira, maio 19

Ela viu o Amazonas

Mariola Landowska não é apenas a companheira do meu buddy, é também uma artista plástica com um daqueles currículos de exposições que não caberia numa das suas maiores telas.

Dizem-lhe que “é uma verdadeira ponte entre culturas”, ou que se “aventura pelo Ciclo de Criação”.
Diz de si própria que nos propôs “um olhar sobre o fragmento da vida, que leva consigo uma lenda, um sonho, como em tantos outros lugares na terra.”
Eu olho-a retratista das emoções da memória, como tantos outros de nós, mas o maior engenho com que retracta e a espiritualidade com que memoriza, entregam-nos impares cozinhados de pulsações, neste caso, os de mais uma das suas viagens temerariamente solitárias pela Amazónia.


Fui assistindo, esporadicamente, à passagem da fase Azul para a fase Rosa-Magenta, uma exuberância cromática que saltou das personagens para os espaços, cobrindo (ainda lá se encontra, encoberto) o que antes seria outra serenidade, ora comungante ora observadora, agora interventiva. Mas, in presença de toda a obra, não pude deixar de sentir os radicalismos que, neste caso, me chocaram, retirando paladar ao tacto :)

Desta Amazónia preferi as apresentações na colecção 2007, naturalmente mais frescas e expansivas, mas gostei... não tanto dos espaços manchados que se mantêm no estilo e no enquadramento, mas gostei...

Tudo de bom Mariola e VENDE TUDO!!

Às centenas de vocês que passarem pelo Centro de Arte Contemporânea da Amadora (em Alfragide): é proibido fumar! Depois não digam que não sabiam.

Abraços

terça-feira, maio 13

Avé Tecnologia

Dona Principelina jazia sobre os joelhos que há décadas não dobrava, balbuciando cânticos que ninguém mais sabia entender, como se do quintal tivesse recebido todo o pavor de uma vida que pertencia a outro lugar.
Resgatada pela chegada da filha voltou-se, ainda no tempo de um esgar insano, antes de se desvairar em ladainha: “Nossa Senhora visitou-me e não quis falar comigo”, contorcia-se na agonia.

Dona Bina, vizinha do andar de cima, não podia estar mais orgulhosa. Era a primeira do Bairro a possuir um Projector de Slides...


(photo not by me)

sexta-feira, maio 9

Porquê?

1) O Benfica fez-me perder mais uma aposta ?

2) Converti-me a Krishna ?

3) Quero ter a pinta do Bruce Willis ?

4) Protesto contra as pázadas de pelos que o cão deixa por todo o lado ?

5) Quero saber que doença me vão inventar lá no Bairro, e se lhe sobrevivo ?

6) Para “camuflar” a minha careca a-la Santo António ?

7) Quero ver como cresce ?

8) Outra ?

Abraços

terça-feira, maio 6

Quilómetros

Piso-os às dezenas.
Escoltado pelo fim do Rio, enquadrado pela Mata, aconselhado pelo único dos meus vícios que nada tem de ruim.

Atravesso-os às centenas.
Rápido e devagar, mas sempre com uma função, desprovido de escolha.

Quilómetros. Tantos todos os dias, que esqueci aqueles tão poucos que maior prazer me traziam: os caminhados com a Lua!

Esta madrugada passeei o cão, e lembrei-me: adoro caminhar de noite!

Abraços
Minha foto
Algés, Oeiras, Portugal
eu sou quem