Não existe espaço para a mágoa que se encrosta, não entendo por onde me possui se não existe espaço em mim para a sentir?!
Mais ninguém permite, mais sentir não deixa, mas sinto, porra como te sinto retribuída.
Ousei desafia-la, ousei sentir, ousei acreditar confiante na ferida e não em mim, e a ferida mantem-se mas o mim encontrou espaço para se banhar na bosta que nunca o deixou.
Falho no que a mim próprio prometi, mas não caiu, nem pensar nisso, nunca mais! É-me impossível cair porque do fundo não subi, do fundo não sai, do fundo que mereço nunca consegui fugir.
Pensava, naif, que me tinha erguido, uns centímetros talvez, que me encontrava num penúltimo degrau… Naif e estupido!
Conhecedor da única verdade: “o amor mata!” pretendi-me um dia ressuscitado. Pobre homem, mais pobre ainda por ter acalentado antes de esclarecer os enganos, desenganos e desencantos pelos cantos.
Preciso de sair ou de repousar, preciso de dormir mais de 3 horas, ou voltar a usar para me vingar, ou voar de vez para o Pacifico... preciso de Mar e de Lua!
Não sou culpado mas sinto-me, sinto-nos, porque com um “foda-se” deixei as paredes vazias de minha casa para voltar para a casa da mãe da minha filha, e com um “merda” me voltei a esvaziar.
Sem abraços, hoje não mereço
