terça-feira, junho 19

Enganos, desenganos e desencantos pelos cantos

Não restou espaço em mim para feridas mas as chagas encontram lugares que desconheço.
Não existe espaço para a mágoa que se encrosta, n
ão entendo por onde me possui se não existe espaço em mim para a sentir?!
Não existe um mim, apenas a ferida que morta tudo ocupa, tudo tatuou, tudo lhe pertence, tudo rege, tudo ganha.
Mais ninguém permite, mais sentir não deixa, mas sinto, porra como te sinto retribuída.

Ousei desafia-la, ousei sentir, ousei acreditar confiante na ferida e não em mim, e a ferida mantem-se mas o mim encontrou espaço para se banhar na bosta que nunca o deixou.

Falho no que a mim próprio prometi, mas não caiu, nem pensar nisso, nunca mais! É-me impossível cair porque do fundo não subi, do fundo não sai, do fundo que mereço nunca consegui fugir.

Pensava, naif, que me tinha erguido, uns centímetros talvez, que me encontrava num penúltimo degrau… Naif e estupido!

Conhecedor da única verdade: “o amor mata!” pretendi-me um dia ressuscitado. Pobre homem, mais pobre ainda por ter acalentado antes de esclarecer os enganos, desenganos e desencantos pelos cantos.

Preciso de sair ou de repousar, preciso de dormir mais de 3 horas, ou voltar a usar para me vingar, ou voar de vez para o Pacifico... preciso de Mar e de Lua!

Não sou culpado mas sinto-me, sinto-nos, porque com um “foda-se” deixei as paredes vazias de minha casa para voltar para a casa da mãe da minha filha, e com um “merda” me voltei a esvaziar.

Sem abraços, hoje não mereço

segunda-feira, junho 18

De madrugada


Lindíssima, com os olhos inchados pelo sono e os cabelos mais emaranhados que encaracolados, estendeu os braços, pedindo-me.

Pousei-me na bela fêmea, beijei-lhe o rosto, e abraçados flutuámos da cama para a sala onde a pousei. Já meio despida, já meio preparada.

Sentada, deixou tombar o rosto no meu peito, rendida como sempre. Mordi-lhe os cabelos e esperei para com vagar lhe passear os dedos pela vagina húmida, puxar o autoclismo e, no colo devolver a minha filha à cama.

Abraços

domingo, junho 17

Eu Literário

A gasolina (soubesse ela quantos Livros NÃO leio e jamais me teria desafiado) mimou-me com a missão de vos postar o meu Eu literário.

Há anos que não tenho tempo para ler, porque a ler passo boa parte dos meus dias. Palavras profissionais, palavras amigas, palavras por e com paixão, as palavras escritas e lidas são os meus dias normais.
Motivo porque, quando repouso alguns sentidos, faço-o nas palavras com imagens, na 9ª arte, a Banda Desenhada. Ai sim, sou um verdadeiro aficionado.
Dos fascículos da Tintin ou do Mosquito, até ao que pode ser lido no meu perfil: Livros favoritos - AUTORES - Civielo - Prado - Bourgeon - Hermann - Frezzato – Liberatore… tudo génios da Banda Desenhada.

Literariamente sou um bruto!
Sim, amo os escárnios de Luis Vaz, as alucinações do Burroughs, os pesadelos do Lovecraft, os exercícios de Sir Doyle, amo Neruda, os Rios do Pharmer, as alternativas do Miéville e as mortes do Hassel. Mas garanto-vos que amo MUITO mais aquilo que vou lendo por estes espaços virtuais, porque mais amo ser filmado que ver um filme, mais amo ler o amigo que o desconhecido, mais amo um Blog que uma Bíblia.

Cinco Livros Literários? Hum…

A Bíblia, by 39 pessoas
Passei 11 anos num Colégio Jesuíta, “Fabrica de Génios” dizem eles, Antro de Elites, digo eu. Conheço relativamente bem a Bíblia, e literariamente é um livro riquíssimo.

American Psycho, by Easton Ellis
Não sabia que existiam gentes com as mesmas vontades…

Chariots of Gods? Eram os Deuses Astronautas?, by Erich von Däniken

Na idade dos porquês este prostituto do anormal guiou-me na direcção que eu acredito ser a certa.

O Regimento da Morte, by Sven Hassel
Amo qualquer um dos seus Romances/Crónicas da II Guerra Mundial, nomeio este apenas por ser o primeiro por si escrito.

On the Road, by Jack Kerouac
Faz parte…

20.000 Leagues under the Sea by Jules Verne
Como representante de todos os autores que me ensinaram a sonhar.

Sim, nomeei 6 obras… na verdade nomeei 12 antes de chegar a este angustiante apenas 6.

O que estou a ler?

A pilha de B.D. da Feira do Livro, e assim vai ser por muitos e muitos dias…
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A melhor parte deste desafio é ter liberdade para o passar sem encargos à consciência porque o passo com muito prazer na curiosidade. Sei que menos de metade o vai aceitar, mas estas são as personagens que eu gostaria muito de saber quais os 5 livros que mais as marcaram, e o que se encontram a ler hoje.

Capitão de Malta
De ti meu velho, se resposta desses, pérolas encontraria. Deves ser o gajo mais culto que eu conheço!

Cindy
Tu contas sempre as coisas de uma forma que me diverte imenso, mesmo as menos boas. Um dia, com tempo, gostava de saber.

impulsos
Porque és uma desconhecida que desde o inicio adoro, e no reinicio continuei a adorar, mas de facto muito pouco de ti sei.

Miosotis
Onde foste buscar o teu dizer e o teu não dizer? O teu ser e o teu sentir? Gostava imenso de o saber.

Ovelha Negra
Curiosíssimo para perceber algumas razões, algumas vontades, perceber se coincidem com a personagem. Curioso.

Papoila Sonhadora
Quem te fez assim, tão perigosamente próxima da perfeição?

Sim, desafiei 6... Para não serem todos…

Abraço analfabruto

sábado, junho 16

Ele e a Rata fumadora

Em dia de estar arrependido por ter voltado, içou o corpo velho por cansar, abandonou a esplanada e dirigiu-se às Américas.
Acendeu um, mais um, cigarro do Cancro que não mais chega, e foi desafiar o Mar. Senti-lo, ouvi-lo, partilha-lo... procura-la.

Quatro passos deu, quatro passas deu antes de nela reparar.
No início da espuma uma Ratazana devolveu-lhe a atenção e com a voz que desconheço fogo lhe pediu.

Dos lábios, carnudos e atrevidos, o único pedaço de belo em seu corpo, arrancou meio cigarro que ébrio de experimentalismo lançou às garras da Rata.
Quatro vezes ela o aspirou e quatro vezes o inspirou ela, antes de, a caminho das Américas, lhe copiar no fundo dos olhos o que ambos conheciam mas inovava no suporte.

Morou os minutos da coragem mas com as teclas se acariciaram até pela electricidade se amarem, era inevitável, estavam cobertos de paixão.

O Mar, o mesmo das Américas, espreguiçou-se para lhes servir de cinzeiro e depois, desligou-se.


Abraço virtual

sexta-feira, junho 15

Tattoo

Já por cá andava um fascínio desde os tempos pré-escolares. Quando admirava os boletineiros nas suas bicicletas ou invejava os soldados que voltavam do Ultramar.

Curiosidade que regressou após a puberdade. Nos good old days que me fizeram o que sou, em tantos e tão curtos anos de uma António Arroio tão rica.
Mas amava demasiado o corpo, na altura belo, para o conspurcar.

E depois foi-se deixando ficar latente, adormecida na vontade… até Junho de 2007.

No início do mês uma Amiga de sempre desafiou-me a pintar porque finalmente se decidiu a fazer uma tatuagem. (já o estruturei, falta desenhar e pintar)

No início da semana o meu melhor amigo apresentou-me as suas ultimas incorporações, e uma delas não podia ser mais perfeita! Nada podia ilustrar melhor tudo o que juntos temos vivido, sendo simultaneamente o símbolo de como respiro e o receptor onde sonho depositem as minhas cinzas.

Mais três dias tive de esperar mas a partir do Santo António tenho no corpo uma tatuagem.

- Vou fazer um pequeno risco só para sentires…
- Força!
- Bzzz.
- Cool!
- Bzzzzzzzzzzzzzzzzz…

durante quarenta minutos...

Ao som de meias-canções que o Sobrinho T do iPod foi seleccionando.
Da reportagem multimédia do Muso Tio T.
Do nervosismo da Namorada Teddy do Sobrinho.
E das tertúlias Punkrokereiras do Guru que me desenhou a carne.

Sem eles teria sido menos fácil e depois de "hoje" não me imagino em melhor companhia que a deles para o ter feito.
Sentado na classica cadeira de barbeiro, rodeado de tábuas e símbolos familiares, cultivando-me musicalmente e divertidamente distraído, inaugurei-me na dissecação de mim.

Abraço adulterado

O significado deste Ícone explicarei apenas uma vez, à minha filha, e a ninguém mais...

P.S. - Bom fim-de-semana a quem passa, e advirtam-se bastante.

P.S.2. - Duas semanas sem sol directo ou agua salgada é a “parte” menos fácil deste processo.

quarta-feira, junho 13

Cupido, o deus Romano do Amor

Todos os que sentiram o Amor no degrau que eu senti, morreram-se!
Tive a “sorte” de uma estrada repleta de chagas, abertas, porque fecha-las seria estrangular as veias que me arrefeceram o suficiente para morrer por amor sobrevivendo-lhe.
O privilegio de experimentar o tudo e não pagar o preço da vida, um privilegio do qual não me arrependo porque tudo viver e vive-lo o mais intenso possível, é aquilo que me respira.
Mesmo morto sou muito mais e muito melhor porque o experimentei, porque amei como nenhum ser vivo ama. E sim escrevo-o no passado, porque afirmar o eterno, também no presente, seria desperdiçar quase um ano de oxigénio.

Fiquei estupefacto quando uma visita recente me convidou a visitar o seu canto onde me encontrei agraciado pela nomeação Cupido - Fonte do Amor.

Na origem, Cupido representava a paixão e o amor em todas as suas vertentes.
No presente, Cupido representa o amor carnal, e é neste contexto que com o Ego a transbordar de baba, cuspo e esperma recebo este “prémio” surpreendentemente ofertado pela pena virtual da
gasolina.
Muitissimo obrigada G


Manda a norma que mencione 10 Blogs onde reencontre o velho Eros…
Apenas conheço UM que se aproxima do que eu sei, apenas UM onde o Amor é totalmente entregue, onde o Eu não existe, onde apenas existe o Tu, Tu o nosso Amor, Tu que conténs tudo o que fui!

O Blog ESTA MINHA CASA by
sonhadora

Uma priviligiada no sentir e no verbo que na sua inconsciência diariamente avança para a inevitável Morte de olhar assumida e corajosamente desvendado.
Tu vais morrer Sonhadora, porque o Amor só mata! Mas até lá, muito obrigada por nos deixares amar em ti.


Abraço absolutamente convicto que, como eu, nenhum ser vivo conhece o Amor, e muitissimo agradecido a ti Gasolina por este mimo tão reconfortante.

terça-feira, junho 12

Quando começa o Verão?

PRAIAS CHEIAS?
Pessoalmente acho que durante o dia as Praias estão sempre demasiado cheias. Este Povo já não lava no Rio mas continuamos a ser demasiados a ama-lo.

ESPLANADAS?
Com chuva, frio, sol, folhas ou passarinhos, sozinho ou acompanhado, sempre.

UMBIGOS?
A mulher portuguesa, a bela e a menos bela, atravessa todo o ano corajosamente pouco vestida. E como é deliciosa a Mulher portuguesa, a bela e a menos bela.

FERIAS?
Não sei o que isso é. As pessoas vão e voltam com histórias novas para mostrar, eu passo todo o ano a fazer quilómetros e a divertir-me, mas não tenho ferias à algum tempo, por isso elimino o factor Ferias desta busca pelo início do Verão.

CALÇÕES E ÓCULOS DE SOL?
Sem óculos de sol transformo-me em cinzas, e sou um privilegiado que passa meio ano de calções.

BANHO DE MAR?
É habito parar o carro e mergulhar, é por isso que passo meio ano constipado.

ALGARVE?
Vou regularmente. Para lá fui de Lisboa com meia dúzia de dias e regressei com meia dúzia de anos. E continuo a ir e a regressar até um dia talvez ficar. E Sevilha ali tão perto…

ARMÁRIO DA ROUPA?
Oferecem-me montes de roupa por isso emocionalmente é menos difícil separar-me de vestes com menos dias vividos, o que me permite efectuar despejos regulares, invariavelmente de roupas semi novas porque aquelas que me acompanham por vezes à décadas, essas mantém-se no molho das usadas ontem.

AUMENTO DA DENSIDADE DE ESPANHÓIS?
Nuestros hermanos passam tanto tempo por terras lusas quanto os lusos, e felizmente são sempre tantos que não servem como barómetro da chegada do Verão.

SEXO SEM MEIAS?
Com estas estações tão diferentes das que recordo até à minha adolescência, são muito mais as ocasiões em que acedo ao tormento de amar sem meias.

LISBOA VAZIA?
O Túnel do Marques veio-me facilitar os caminhos mas a Cidade continua cheia de gentes, é inusufruivel antes do Verão!

E temos aqui o factor que determina quando começa o meu Verão: a quantidade de gentes nas ruas da Cidade!

Queria tanto inaugurar o Verão… dizer que o Verão é quando o Homem quer…


Abraço com calor
Minha foto
Algés, Oeiras, Portugal
eu sou quem